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16/10/2020

Prestadoras de serviço às aéreas foram barradas por bancos de acessar PEAC

As Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (chamadas de Esatas), que prestam serviço em terra nos aeroportos às companhias aéreas, estão amargando uma grave crise. Apesar da promessa de suporte do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC), as instituições financeiras estão se negando a emprestar recursos, mesmo diante de garantias dadas pelo governo. Do outro lado, as Esatas estão com as finanças comprometidas diante dos atrasos de até 90 dias no pagamento dos serviços por parte de aéreas como Gol e Azul. As prestadoras de serviço já tiveram de demitir 16 mil profissionais por causa da pandemia e cada dia o cenário fica pior com a necessidade de caixa para sustentar a retomada do tráfego.
Ricardo Aparecido Miguel, Diretor-Presidente da Abesata, que representa as empresas do setor, lembrou que antes o governo estudava um modelo específico de crédito para o grupo, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A ideia, entretanto, deu lugar a uma linha geral que abraça todos os setores, o PEAC, com recursos do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).
“O problema é que nenhuma empresa do setor até hoje conseguiu financiamento. Os bancos não estão aceitando emprestar o dinheiro, mesmo com o governo arcando com parte do risco do empréstimo”, disse. As instituições financeiras, acrescenta Miguel, acabam oferecendo outros produtos, com taxas muito maiores diante da crise da pandemia, que deixou em xeque todo o setor aéreo.
Um empresário do setor, que preferiu não se identificar, destacou que já teve de demitir 340 profissionais desde o início da crise, o equivalente a 50% da equipe. As tentativas de levantar recursos nos bancos foram frustradas. “Todos os bancos negaram. Eles dizem que o nosso segmento é o segundo pior para se emprestar dinheiro hoje, atrás apenas de turismo e eventos”, disse.
Procurado, o BNDES afirmou que é sensível às necessidades do setor e tem buscado investir em soluções para ampliar o acesso a crédito. “O BNDES está a disposição de continuar articulando com a SAC (Secretaria de Aviação Civil), com o intuito de aprimorar seus produtos e soluções financeiras de forma a poder atender às necessidades das ESATAS, sempre seguindo as determinações do Governo Federal que define as políticas públicas para o segmento”.
O PEAC foi instituído por meio da Medida Provisória nº 975, convertida na Lei 14.042. Ele foi a saída encontrada pelo governo para ajudar as pequenas e médias empresas. Posteriormente foi permitido também que um porcentual dos recursos aportados pela União no FGI PEAC seja destinado a empresas que possuem faturamento superior a R$ 300 milhões – englobando assim praticamente todas as Esatas do País.
Procurada, a Gol disse que preza pelo relacionamento e transparência com seus fornecedores e prestadores de serviços. “Desde o início da pandemia, a Companhia trabalha de forma transparente com os prestadores de serviço de rampa, na busca de soluções para o equilíbrio e manutenção de seus compromissos financeiros, em linha com o tamanho de sua operação e realidade atual, tendo fechado recentemente importantes acordos com praticamente todos os envolvidos”. A Azul também foi procurada, mas não quis se manifestar.

 
 
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