Newsletter
Cadastre-se e receba nossas informações
Nome
E-mail
Digite o código abaixo
 
 
Redes Sociais
   
 
Filiado à
 
 
 

Notícias

06/10/2020

Crise de caixa iminente ameaça companhias aéreas

A Iata alertou que o setor aéreo queimará US$ 77 bilhões em dinheiro no segundo semestre de 2020 (quase US$ 13 bilhões por mês ou US$ 300 mil por minuto), apesar do reinício das operações. A lenta recuperação das viagens aéreas fará com que a indústria continue a queimar caixa a uma taxa média de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões por mês em 2021.

default (20)

A entidade vem apelando aos governos a apoiarem a indústria durante a próxima temporada de inverno com medidas de alívio adicionais, incluindo ajuda financeira que não acrescente mais dívidas ao já altamente endividado balanço do setor. Até o momento, governos em todo o mundo forneceram US$ 160 bilhões em apoio, incluindo ajuda direta, subsídios salariais, isenção de impostos corporativos e isenção de impostos específicos da indústria, incluindo os sobre combustíveis.

“Agradecemos este apoio, que visa garantir que a indústria do transporte aéreo permaneça viável e pronta para religar as economias e apoiar milhões de empregos em viagens e Turismo. Mas a crise é mais profunda e mais longa do que qualquer um de nós poderia ter imaginado e os programas de suporte iniciais estão se esgotando. Se eles não forem substituídos ou estendidos, as consequências para uma indústria já prejudicada serão terríveis”, afirma o diretor geral e CEO da associação, Alexandre de Juniac.

A Iata estima ainda que, apesar de cortar custos em pouco mais de 50% durante o segundo trimestre, a indústria gastou US$ 51 bilhões em dinheiro, já que as receitas caíram quase 80% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A fuga de caixa continuou durante os meses de verão, com as companhias aéreas estimando-se que gastem US$ 77 bilhões adicionais de seu caixa durante o segundo semestre deste ano e mais US$ 60 bilhões a US$ 70 bilhões em 2021. O setor não deve ter um caixa positivo até 2022.

“Historicamente, o caixa gerado durante a alta temporada de verão ajuda a apoiar as companhias aéreas durante os meses de inverno mais escassos. Infelizmente, a primavera e verao deste ano não forneceram proteção. Na verdade, as aéreas queimaram dinheiro ao longo do período. E sem um cronograma para que os governos reabram as fronteiras sem quarentenas, não podemos contar com a recuperação do fim de ano para fornecer um pouco de dinheiro extra para nos manter até a primavera,”

AÇÃO AMPLA


“É necessário o apoio do governo para todo o setor. O impacto se espalhou por toda a cadeia de valor de viagens, incluindo nossos aeroportos e parceiros de infraestrutura de navegação aérea que dependem dos níveis de tráfego pré-crise para sustentar suas operações. Aumentos nas taxas de usuários do sistema para preencher a lacuna seriam o início de um ciclo vicioso e implacável de novas pressões de custos e reduções. Isso vai prolongar a crise para os 10% da atividade econômica global que está ligada a viagens e Turismo”, diz de Juniac.

Segundo o diretor geral, haverá pouco apetite entre os consumidores por aumentos de custos. Em uma pesquisa recente da entidade, cerca de dois terços dos viajantes já indicaram que adiarão as viagens até que a economia geral ou situação financeira pessoal se estabilize. Por isso, aumentar o custo neste momento sensível atrasará o retorno às viagens e manterá os empregos em risco.

 
 
Parceiros
SINDICATO DOS AEROVIÁRIOS NO ESTADO DE SÃO PAULO
Av. Washington Luis, 6979 - Santo Amaro - CEP 04627-005 - São Paulo / SP
Fone (11) 5536-4678