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20/07/2020

Check-in 2.0: aeroportos brasileiros poderão adotar selfie para identificação de passageiros

Imagine chegar ao aeroporto, acessar a área de embarque e entrar no avião sem apresentar qualquer tipo de documentação. Esse cenário pode se tornar realidade no mundo das viagens pós-coronavírus.  Uma tecnologia de reconhecimento por biometria está em fase piloto  no Brasil e a previsão é começar os testes no embarque ainda este ano.  
 
O sistema está sendo desenvolvido pela Serpro, empresa que cuida da área de tecnologia da informação no Governo Federal. O novo processo prevê a identificação do passageiro será validada por selfies. As fotos são tiradas na hora e comparadas com a base de dados do Denatran. 
 
Apelidada de “Embarque Seguro”, a ferramenta realiza a validação da identidade por meio de duas selfies, uma tirada antes da área restrita do aeroporto e outra antes do embarque no avião. As duas imagens são comparadas com o banco de dados do Denatran e o sistema registra um “percentual de similaridade” para assegurar a identidade do viajante, sem precisar de documentos. 
 
“O cartão de embarque passa a ser emitido com o QR Code Vio, desenvolvido pelo Serpro. Isso permite que os agentes façam a validação mesmo no caso de falta de eletricidade ou de internet no aeroporto”, explicou o consultor de negócios de Soluções de Gestão de Transporte Terrestre e Aéreo do Serpro, Fernando Paiva, na apresentação do projeto na última semana.
De acordo com o coordenador da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Carlos Eduardo Gomes, a responsabilidade pela validação da identidade do viajante deixará de ser das companhias aéreas e passa a ser feita pelo Governo Federal. Ele também ressaltou que o sistema permitirá mais agilidade no embarque e o controle de toda a trajetória do viajante, seu histórico e das pessoas que compartilharam voos com ele. “Isso é uma ferramenta essencial para as políticas públicas de saúde, principalmente em um contexto de pandemia. Sem falar que o embarque passa a ser feito sem qualquer contato físico ”, avaliou.
 
Quem não possuir um smartphone ou não estiver em condição de utilizar o aparelho não estará impedido de viajar. Neste caso, a empresa desenvolvedora da tecnologia esclareceu que o aeroporto deverá ter equipamentos para tirar as fotos dos passageiros.
 
Conforme o governo federal, além de resolver o embarque no momento de pandemia, o processo de identificação atende às necessidades de segurança pública e defesa nacional. Também foi assegurado que uso de todas as informações dos passageiros está alinhado à Lei Geral de Proteção de Dados e o compartilhamento de qualquer detalhe só será possível mediante convênio prévio entre os órgãos.
 
No futuro, a promessa é que o sistema poderá integrar dados de órgãos diversos, como Interpol e Polícia Civil. Além disso, a tecnologia permitiria avisar o viajante quanto tempo falta para a saída do voo e, ainda, identificar o portão correto e traçar a rota mais rápida para chegar.
 
 
 
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