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16/12/2019

Preços de viagens aéreas disparam no fim de ano

Brasileiros que planejaram passar o fim de ano longe de casa estão levando um susto na hora de pagar os pacotes de viagem.

O motorista de aplicativo Fábio Longo vai passar o Réveillon com a família em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A ideia era ir de Campo Grande até lá de avião, mas, com os valores das passagens, decidiu encarar mais de 1.200 quilômetros de carro.

“O valor está muito alto, passagem aérea está de R$ 1.500 a R$ 2.000 por pessoa. A gente vai perder um dia para ir, um dia para voltar, então são dois dias a menos lá”, contou.

Em uma agência de viagens, uma das maiores de Campo Grande, quem deixou para a última hora vai encontrar pacotes bem mais caros do que em 2018, por causa das passagens que subiram em torno de 40%.

"O ano passado tinha um pacote que você conseguia comprar para o Nordeste que só a passagem aérea saia por volta de R$ 900, R$ 950. Hoje, essa mesma passagem aérea está por volta de R$ 1.600, então tem um aumento que pesa muito no bolso do consumidor“, explicou Juliano Berton, diretor da agência.

Agora em dezembro, com as festas de fim de ano, as férias, os preços costumam subir mesmo, isso não é novidade para ninguém. Mas, em 2019, dois fatores contribuíram ainda mais para deixar as tarifas nas alturas.

Em maio, a Avianca deixou de operar no Brasil. As outras companhias não conseguiram absorver toda a demanda. Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), hoje mais de 60% dos custos das empresas aéreas são calculados com base no dólar, que disparou.

"Eu acho exorbitante. Além de tudo, a gente tem que pagar assento e ainda tem que pagar bagagem. Cada vez mais difícil viajar de avião”, lamentou a artesã Ana Luiza Pinheiro de Andrade.

Para a Associação Brasileira de Agências de Viagens, essa alta já era esperada.

"A oferta e a procura sempre regulam qualquer mercado. Na alta temporada, a gente teve um acréscimo de preço, isso é normal. Vai viajar no Réveillon é mais caro, no carnaval é mais caro, depende do destino que você escolhe”, explicou Magda Nassar, diretora da Abav.

Apesar dos preços altos, o setor está otimista e prevê crescimento de 5% a 8% em 2019. Em uma agência, tem muita gente mudando os planos, mas as férias estão garantidas.

“A gente teve poucos casos de desistência, mas bastante casos de mudanças de planos. Esta semana mesmo a gente teve casos de clientes que queriam fechar um pacote de aéreo e hotel e decidiram ir fazer um cruzeiro, porque estava com uma tarifa mais econômica”, contou Eferson Baragão Miranda, diretor da agência.

A Associação Brasileira de Empresas Aéreas não comentou a alta de preços de passagens. E afirmou que as companhias disponibilizaram seis mil voos extras pra atender a demanda nesta temporada.

 

 
 
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