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26/11/2019

Quebra do monopólio aéreo, o grande legado de 2019 para o turismo no Brasil

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O fim do monopólio na aviação talvez seja o grande legado que 2019 deixará para os brasileiros que viajam de avião. A mudança na lei, que agora permite até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais, algo considerado inatingível em governos anteriores, abre o mercado para a concorrência e a tendência para 2020 é a diversificação de opções, mais ofertas de voos e preços mais baratos das passagens.

Desde a aprovação da nova lei pelo Congresso, em maio deste ano, cinco empresas estrangeiras de baixo custo, as chamadas “low costs”, já desembarcaram no Brasil: a norueguesa Norwegian Air, as chilenas JetSmart e Sky Airlines, a argentina FlyBondi e a espanhola Air Europa. Além dessas, mais três aéreas de origem americana e europeia, ainda não reveladas, estão negociando entrada no país.

Acostumados ao domínio da TAM (agora LATAM), Gol e Azul, as únicas aéreas que operam voos domésticos, embora o Brasil seja um país de dimensões continentais, os brasileiros já podem começar a se acostumar com nomes diferentes e de pronúncia difícil de empresas aéreas. Com base em levantamento do site de promoções de passagens aéreas Melhores Destinos, listamos algumas das novas companhias com chances reais de explorar o espaço aéreo brasileiro a partir do ano que vem. Veja abaixo alguns desses nomes estranhos:

Virgin Atlantic Airways:

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A inglesa Virgin Atlantic iniciará suas operações entre Guarulhos e o aeroporto de Heathrow, em Londres, no dia 29 de março (Foto: Reprodução)

É uma das maiores companhias aéreas da Inglaterra, fundada em 1984. A Virgin Atlantic marcou o início de suas operações entre Guarulhos e o aeroporto de Heathrow, em Londres, para o dia 29 de março. Com a nova rota, a companhia chega para concorrer diretamente com a British Airways e a Latam, que operam no trecho.

Os voos serão realizados diariamente em aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner, com capacidade para 258 clientes. Os passageiros terão serviço de bordo completo com bebidas gratuitas, além de entretenimento a bordo e internet wi-fi paga. As passagens estão sendo vendidas desde o dia 10 de setembro.

No âmbito dos voos domésticos, a Virgin irá trabalho pelo sistema codeshare (compartilhamento de voos) com a brasileira Gol. Desta forma, passageiros da aérea inglesa poderão fazer conexão diretas em voos Gol pelo Brasil.

Gulf Air:

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A companhia aérea do Bahrein, país árabe, estuda operar rotas domésticas no Brasil. A base principal da Gulf Air é no Aeroporto Internacional do Bahrein, que fica em Muharraq, uma ilha no extremo norte do país a sete quilômetros do centro da capital Manama.

Os voos da Gulf Air atendem mais de 50 destinos em 28 países na África, Ásia e Europa. Se as operações forem realmente firmadas no Brasil, o passageiro terá a possibilidade de se conectar no aeroporto árabe em voos para lugares como Baku, Bangladesh, Cairo, Atenas, Bagdá, Amã, Bangkok, Istambul, Abu Dhabi, Dubai, entre muitas outros.

As negociações entre os governos do Brasil e do Bahrein começaram em julho, quando o Ministério do Turismo anunciou a intenção de promover a vinda da companhia aérea árabe ao Brasil, durante reunião realizada entre representantes brasileiros e o Sheikh Khalid Bin Hamad em Manama, capital do Bahrein.

AirAsia:

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É a principal companhia aérea de baixo custo da Malasia. Eleita pela 11ª vez a melhor low cost do mundo, a AirAsia está interessada em atuar no Brasil. O interesse vem desde 2017, manifestado pela companhia asiática durante o evento de Negociação de Serviços Aéreos, e com a quebra do monopólio do espaço aérea brasileiro, há grande chance de que se concretize com a entrada da aérea no nosso mercado doméstico.

A companhia atua no modelo de subsidiária em outros países asiáticos, como a Thai AirAsia. A AirAsia X (subsidiária para voos de média e longa duração) possui voos até a Austrália e o Havaí, nos Estados Unidos.

Outras: Há também expectativa sobre a chegada da americana Frontier, da sul-coreana Asiana Airlines, da filipina Philippine Airlines, da portuguesa Sata Airlines, e da ganesa AWA (Africa World Airlines), que antes da Copa do Mundo de 2014 chegaram a encaminhar pedidos ao governo brasileiro para operar no país.

O cenário poderia ser ainda mais positivo para o turismo e para todos que precisam viajar de avião, seja qual for o motivo, se a negócios ou a passeio, não fosse o Brasil um país onde não há preocupação que não seja com o benefício próprio. Isso afasta possíveis investidores. A irlandesa Ryanair, a maior companhia aérea de baixo custo da Europa, por exemplo, tem uma relação de desconfiança com o mercado brasileiro.

Em 2010, quando a legislação ainda impedia que grupos estrangeiros tivessem participação significativa em companhias aéreas nacionais, a Ryanair chegou abrir negociação de parceria com a já extinta Webjet, mas desistiu sob a alegação de que “no Brasil há muita corrupção”.

 
 
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