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20/08/2019

PREÇO DA AZUL ESTÁ NA PAUTA DA RCM

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O Conselho de Desenvolvimento da RMC volta a debater hoje, em Campinas, os valores praticados pela Azul Linhas Aéreas na comercialização de bilhetes no Aeroporto Internacional de Viracopos. A pauta foi confirmada pelo presidente do colegiado de chefes de Executivo da região e prefeito de Vinhedo, Jaime Cruz (PSDB). O alto custo das passagens, se comparados aos das companhias que operam em Congonhas e Cumbica, onde não existe o monopólio de uma só empresa do setor, coloca em risco à vida dos moradores da região, afirma Cruz. "Para economizar, em viagens de ordem profissional ou particular, a população enfrenta o transtorno de dirigir muitas vezes por rodovias lotadas de veículos", pontuou. 

Cruz garante que os prefeitos da RMC defendem o desenvolvimento de Viracopos, em suas palavras, um dos melhores aeroportos da América Latina. Contudo, opina que isso não pode continuar ocorrendo às custas do consumidor. "Precisamos pensar além da RMC: a região administrativa de Campinas é composta por cerca de 90 municípios, totalizando mais de 5 milhões de habitantes", destaca, sobre a quantidade de pessoas que podem se beneficiar, caso a Azul repense sua política tarifária. "Não temos autoridade junto a Azul", lamenta. Cruz elogiou ainda a postura do prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (MDB), que há tempos traz essa discussão ao Conselho, do qual é vice-presidente.
O Conselho da RMC tenta uma reunião com a diretoria da Azul desde 2018. A informação foi revelada por Reis, em reportagem publicada pelo Correio Popular no último domingo. As tentativas, sem sucesso, de promover um encontro foram realizadas por meio da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp). A reunião foi motivada, esclareceu Reis, depois que os chefes do Executivo da região tomaram ciência que a concessionária que administra Viracopos não interfere no custo final dos bilhetes aéreos.
Repercussão
Uma reportagem e um editorial publicados pelo Correio Popular no último domingo geraram aproximadamente 900 reações no Facebook até o meio da tarde de ontem. Só comentários foram mais de 170. Os textos evidenciaram que a discrepância entre os valores praticados nos bilhetes aéreos pela Azul Linhas Aéreas em Viracopos, se comparados aos das companhias que operam em Congonhas e Cumbica, é motivo de indignação e espanta os passageiros da Região Metropolitana de Campinas (RMC) para outros terminais há mais de um ano.
Técnico de próteses oculares, Carlos Eduardo Carilli disse que tem uma clínica em Campinas. Nela, atende pacientes de todo o Brasil, que usam aeroportos regularmente. "Todos, sem exceção, preferem Guarulhos ou Congonhas devido ao custo ser quase a metade do praticado em Viracopos", escreveu. "Eu mesmo, aqui em Viracopos, prefiro utilizar a Gol", encerrou.
Márcio Procaccini assegurou que voa rotineiramente a trabalho e há meses vai até São Paulo devido às "altíssimas tarifas" de Viracopos. Em alguns casos, assinala, o custo é três vezes superior. Camila Bartarini Moretti classificou o cenário como "triste". Comentou ainda que foi para o Rio Grande do Sul e pagou R$ 200 embarcando por Congonhas. Segundo Camila, na época, o valor por Viracopos para a mesma data e horário era R$ 800, ou seja, quatro vezes mais caro. Em resumo, os internautas foram unânimes ao afirmar que alguma atitude precisa ser tomada.
Questionada sobre o assunto na última semana, a Azul Linhas Aéreas informou, em nota, que "os preços praticados na comercialização de seus bilhetes variam de acordo com alguns fatores importantes, como trecho, sazonalidade, compra antecipada, disponibilidade de assentos, entre outros. Além disso, a companhia ressalta que as altas do dólar e do combustível também são elementos que influenciam nos valores das passagens."
 
 
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