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11/07/2019

Saiba por que os americanos não precisam mais de visto para entrar no Brasil

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RIO - Para alguns viajantes, visitar o Brasil ficou mais fácil a partir de junho, quando entrou em vigor o decreto assinado por Jair Bolsonaro que elimina a necessidade de visto para cidadãos dos EUA, Canadá, Japão e Austrália.

Para entrar, agora os residentes desses quatro países só precisam de um passaporte válido para permanecer ali até 90 dias, mas a viagem pode ser estendida por outros 90, contanto que não extrapole os 180 dias por ano, contados a partir da primeira data de entrada.

 

A medida foi uma tentativa de Bolsonaro, cuja presidência conservadora vem enfrentando protestos e baixos índices de aprovação, de estimular o progresso econômico, atraindo mais turistas e criando uma aliança estratégica mais sólida com os americanos. Para os viajantes, a novidade chega em tempos de criminalidade em queda no Brasil, em comparação ao ano passado, bem como os casos de zika.

A princípio, a decisão enfrentou a oposição de membros do Congresso, que defendiam a prevalência do princípio da reciprocidade, ou seja, que os brasileiros – que ainda precisam de visto (US$ 160) – deveriam gozar dos mesmos benefícios ao viajar para os EUA.

"Esse novo governo adotou uma visão mais pragmática em relação aos vistos de turismo, sabendo que o fluxo migratório de americanos que querem viver no Brasil é claramente menor que o contrário. Diminuir a burocracia desnecessária desse processo aumenta muito as chances de ganhos do país em matéria de turismo", afirma Martin Frankenberg, presidente da Associação Brasileira de Viagens de Luxo e sócio da agência Matueté.

No início do ano, os legisladores dos EUA criaram um projeto de lei para abolir o visto de viagem de nove países, incluindo o Brasil.

A dispensa do documento faz parte de uma série de iniciativas instituídas pelo governo federal brasileiro, baseada em pesquisas conduzidas pela Organização Mundial de Turismo e pelo Conselho Global de Turismo & Viagens, que concluíram que uma política de facilitação aumenta o número de chegadas entre 5 e 25 por cento ao ano.

Grandes eventos foram testes bem sucedidos

Durante a Copa do Mundo de 2014, o Brasil fez o primeiro experimento, oferecendo o direito de entrada e permanência por 90 dias sem visto para cem mil visitantes; na Olimpíada de 2016, no Rio, o governo repetiu a dose para americanos, canadenses, japoneses e australianos, o que aumentou o número de chegadas de turistas dessas nacionalidades em 16%.

"Se levarmos em consideração que o custo médio do visto por pessoa era de US$ 160, calculamos que o Brasil teria perdido US$ 19 milhões; por outro lado, esses visitantes gastaram quase US$ 170 milhões na economia local", explica o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Esses dois períodos de testes levaram à implantação de um programa de vistos eletrônicos em 2018 para esses mesmos países, que resultou em um aumento de 35% nos pedidos e um impacto econômico estimado de US$ 1 bilhão, causado pelo volume adicional de turistas no último ano, segundo dados do Ministério do Turismo.

O governo projeta que a nova legislação aumentará a renda gerada pelo setor de US$ 6 bilhões para US$ 19 bilhões até 2022 e ajudará a aumentar o número de chegadas internacionais de seis milhões para doze milhões no mesmo período.

"A abolição do visto e outras medidas criadas para aumentar a competição no setor das aéreas são parte de um plano maior de abrir o Brasil para mais turistas e investidores, com o objetivo de reforçar a indústria de viagens e torná-la um elemento importante de desenvolvimento econômico", comenta Antônio.

Caiu recentemente a proibição de estabelecimento de empresas aéreas estrangeiras no país e, com isso, as companhias de baixo custo Norwegian Air e Sky Airline já estão operando no Brasil, com a Flybondi chegando em breve. A espanhola Air Europa também recebeu permissão para abrir uma subsidiária e realizar voos em terras brasileiras. Em 2020, a Virgin Atlantic vai começar a operar um voo diário na rota Londres-São Paulo, sua primeira para a América Latina.

Além disso, cadeias internacionais de hotéis como Accor e Marriott International, e as nacionais Fasano e Emiliano, estão se expandindo.

"Vários hotéis do segmento de luxo estão situados em áreas remotas que normalmente não são expostas a esse tipo de atividade econômica", diz Frankenberg.

Ele também prevê que as viagens de última hora, períodos curtos de férias e o turismo de extensão – aquele em que o viajante combina a estada no Brasil com a visita a outros países – também aumentarão em consequência da abolição do visto.

De fato, esses turistas já começaram a chegar para assistir à Copa América, que acabou em sete de julho; os fãs de música que estarão no Rock in Rio também se beneficiarão, como também quem se interessar em conferir de perto o Réveillon em Copacabana e o Carnaval em fevereiro.

"Além dessas datas, o Brasil tem um clima temperado, abundância de recursos naturais e cidades e praias incríveis. Está na hora de o mundo nos conhecer um pouco melhor", conclui Antônio.

 
 
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