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28/01/2019

Airbus 330neo é aprovado em novo patamar de voo

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) aprovou os novos Airbus 330neo em um patamar superior dentro dos parâmetros ETOPS. Agora, os modelos da fabricante francesa poderão realizar voos sobre oceanos em rotas que tenham aeroportos para pousos de emergência dentro de raios de até 285 minutos a partir da aeronave.

Antes da aprovação, esses modelos se enquadravam apenas nas normas ETOPS que permitem rotas sobre as águas com aeroportos dentro de raios de 180 minutos. Com o upgrade, as companhias aéreas que possuem os modelos movidos por motores Rolls Royce Trent 7000 poderão planejar voos de longa distância de maneira mais eficiente, sem grandes desvios da “linha ideal”.
 

O QUE SÃO ETOPS?

A sigla para Extended-range Twin Engine Aircraft Operations (Operações de longa distância com aviões bimotores, em português) considera uma série de regras criadas pela Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) nos anos 1980 a fim de padronizar e tornar mais seguras as viagens comerciais sobre os oceanos do planeta.

Antes do desenvolvimento dos ETOPS, que elevam padrões de fabricação e manutenção das aeronaves, entre outros fatores, apenas aviões com mais de dois motores podiam realizar longas travessias oceânicas. Isso porque, em caso de falha mecânica, o voo poderia continuar com dois ou três motores em funcionamento. No caso dos bimotores, caso um motor apague sobre as águas, o problema fica maior.
 

NA PRÁTICA

Considerando que com apenas um motor em funcionamento um avião precisa pousar em emergência, foi criada tal norma que só possibilita o desenho de rotas com aeroportos dentro de raios de distância pré-determinados. Assim, toda aeronave que apresente problemas em voos sobre oceanos possui tempo suficiente para seguir até uma pista de pouso previamente registrada em suas redondezas.

Ou seja, em um voo entre São Paulo e Joanesburgo (África do Sul), por exemplo, a rota mais curta não pode ser operada por aeronaves sem certificações ETOPS extensas, uma vez que a região mais ao Sul do Oceano Atlântico não conta com ilhas com aeroportos disponíveis. Por isso, a rota precisa ser traçada mais ao norte, aumentando a distância percorrida e, consequentemente, o consumo de combustível.

 
 
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