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12/12/2018

Avianca Brasil pede recuperação judicial por risco de paralisar suas operações

RIO E SÃO PAULO - Sob ameaça de paralisação de suas operações, a Avianca Brasil pediu recuperação judicial nesta segunda-feira. Três ações movidas por grupos que mantêm contratos de leasing de aeronaves com a companhia aérea  - Boc Aviation (Ireland) Limited, Infinity Transportation Msn 6651 e Constitution Aircraft Leasing - poderiam resultar na reintegração de posse de 14 aviões, o equivalente a 30% da frota de 48 aeronaves da empresa, diz o processo que corre sob segredo de Justiça na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e ao qual O GLOBO teve acesso. Isso tornaria inviável o atendimento a cerca de 77 mil passageiros entre a data desta segunda-feira e o próximo dia 31 de dezembro, argumenta a Avianca.

Com uma dívida que beira os R$ 500 milhões, segundo fontes de mercado, a empresa aérea afirma haver viabilidade para reestruturar e manter a operação, que está preservada apesar do pedido de recuperação judicial. A Avianca diz enfrentar dificuldades financeiras em consequência aos efeitos da crise econômica no país e ao impacto do aumento do combustível de aviação e da variação cambial. O querosene de aviação equivale a 30% do custo da companhia, enquanto 45% do custo de cada voo é impactado pela oscilação do câmbio, diz o processo.

A decisão da Avianca de pedir recuperação judicial foi negociada com o governo federal. Segundo uma autoridade do setor, a alternativa foi a melhor solução porque dará mais transparência ao processo se o pedido for aceito pela Justiça, disse a fonte, pois vai permitir a renegociação dos débitos, além de preservar as operações  e os empregos.

No entanto, o governo está dividido em relação ao pedido de recuperação judicial. Alguns técnicos defendem que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abra processo  para cassar a licença da empresa, diante de desconfianças do mercado sobre os negócios da Avianca.

Por enquanto, os voos estão mantidos. Mas é certo que a malha da companhia vai encolher para se tornar mais adequada a sua atual situação financeira, explicou um técnico do setor.   
Técnicos do governo receberam a informação de que a empresa aguarda um aporte internacional de US$ 450 milhões.

 
 
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