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04/10/2018

Empresas aéreas pedem que horário de verão comece dia 4 de novembro

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear ) pediu à Casa Civil e a outros órgãos ligados ao setor da aviação a manutenção do horário de verão nas datas estabelecidas. A Casa Civil decidiu atender a um pedido do Ministério da Educação ( MEC) de adiar o início do horário especial, do dia 4 para o dia 18 de novembro, para não atrapalhar o Exame Nacional do Ensino Médio ( Enem ).

Ainda não houve publicação da alteração no Diário Oficial da União. O reclame das empresas preocupou a Casa Civil, segundo fonte ligada à negociação em torno da mudança. A Abear fala em três milhões de passageiros atingidos, com riscos de perda de voos pela dificuldade de redesenho da operação aérea, tanto em voos domésticos quanto em trajetos internacionais.

A data do primeiro dia de prova foi marcada por técnicos do MEC e Inep, autarquia vinculada à pasta, para 4 de novembro, mesmo dia em que já estava definido o início do horário de verão. Após só se dar conta recentemente da coincidência das datas, o MEC pediu o adiamento para depois do término das provas.

O objetivo é evitar confusão por parte dos alunos e garantir a logística necessária para o exame na região Norte do país, que chega a ter três horas de diferença em relação ao horário de Brasília, que é a referência da prova em todo o país.

Em nota, a associação disse que "pelo menos três milhões de passageiros, em 42 mil voos das companhias associadas à Abear, serão afetados com o adiamento do início do horário de verão para o dia 18 de novembro". A entidade defendeu que a mudança trará consequências para o planejamento da operação aérea, atingindo os consumidores volume expressivo de passageiros podendo perder voos — pois os bilhetes foram adquiridos com antecedência.

As companhias aéreas internacionais também reagiram à "repentina mudança" do governo, ainda não formalizada, de adiar o início do horário de verão. Em documento ao ministro dos Transportes, Valter Casimiro, a IATA (International Air Transport Association), que reúne mais de 280 empresas aéreas no mundo, aponta prejuízos da decisão para a "credibilidade dos instrumentos de mercado junto à comunidade internacional".

"O adiamento do início do horário brasileiro de verão provocará a disruptura do planejamento da malha de mais de 50 empresas aéreas, domésticas e internacionais, operando no Brasil, com graves consequências a milhões de passageiros, conexões de voos, rearranjo de itinerários gerando compensações elevadas por atrasos e cancelamentos, autuações dos órgãos reguladores e de defesa do consumidor por conta dessa repentina mudança", diz a entidade.

O documento é assinado por Dany Oliveira, diretor-geral da Iata no Brasil, e aumenta a pressão sobre o governo a respeito da mudança no horário de verão. O movimento das companhias aéreas ocorreu após o governo decidir que irá atender ao pedido do Ministério da Educação de adiamento do início do horário especial, marcado para 4 de novembro, para não coincidir com o primeiro dia de prova do Enem.

 
 
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