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04/06/2018

Preço do petróleo derruba o lucro das empresas aéreas

Em sua conferência anual, realizada este ano em Sydney, na Austrália, a Iata revisou a previsão de lucro das companhias aéreas para baixo em 2018. A entidade apontou o crescimento do custo do petróleo como o principal responsável pelo resultado, além do custo com mão de obra. De acordo com o diretor-geral e CEO da Iata, Alexandre Juniac, as empresas aéreas continuam trabalhando com margens bastante apertadas para compensar o efeito da alta do barril de petróleo (brent) no mercado internacional.

A previsão de lucro das companhias aéreas agora passa a ser de US $ 33,8 bilhões, cifra inferior ao prognóstico anterior, de dezembro, que era de US$ 38,4 bilhões. Tambem inferior ao lucro recorde da indústria em 2017, de US$ 38 bilhões.

Segundo a Iata, em 2018 o gasto com combustível no setor deverá atingir a cifra de US$ 188 bilhões, o que representa 25% das despesas operacionais, caso o barril estabilize em US$ 70. O valor é superior ao verificado no ano passado, quando o total de gasto com combustível foi de US$ 149 bilhões, uma alta de 10,3% em relação a 2016. Em 2017, o barril apresentou um
preço médio de US$ 54,9, o que signfica que o resultado da companhias tem sido sólido, segundo avaliou Juniac.

Globalmente a pressão sobre o preço dos combustíveis tem levado as empresas aéreas a buscarem novas formas de conter o avanço dos custos sobre suas receitas. Entretanto, o chamado crack spread, que representa a negociação de futuros para o diferencial entre o preço do petróleo bruto e produtos derivados, se aproximando da margem de lucro que uma refinaria de petróleo pode esperar, tem variado ao longo da última década, o que dificulta inclusive o planejamento das próprias distribuidoras de petróleo. Em 2016, o crack spread era de 3,2%, ante 13,3% em 2015, enquanto em 2017 o valor foi de 12,7%.

No Brasil, o impacto do preço dos combustíveis sempre foi um fator crucial para as empresas aéreas, que trabalham com a imprevisibilidade dos humores do mercado e isso impacta no dólar e diretamente no valor pago no querosene.

A Iata vem trabalhando com as empresas aéreas para obter formas mais eficientes de compensar tal variação. A indústria tem entregue nos últimos anos aeronaves com motores e aerodinâmica mais eficiente, visando proporcionar redução de até 25% no consumo. Todavia, as empresas aéreas, especialmente com grandes frotas, esbarram no longo tempo para a completa renovação da frota.



 

 
 
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