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23/04/2018

Varig ainda mexe com a emoção e com a memória dos gaúchos

Reprodução / Livro "Varig- Eterna Pioneira"

A propósito da nota" Nos Tempos da Evaer", publicada neste Almanaque no último dia 11, recebemos algumas manifestações positivas. É impressionante como tudo o que envolve a antiga Viação Aérea Rio-Grandense (Varig) mexe com a emoção e com a memória dos gaúchos. Nem poderia ser diferente, afinal, muitos de nossos conterrâneos tiveram suas vidas estreitamente ligadas a essa companhia aérea. Da engenheira agrônoma Maria Alice Costa Corrêa, de Santa Maria (RS), recebemos uma mensagem carregada de lembranças e afeto. Disse ela:

“Nas longas travessias do oceano é que encontro meu pai. Volto mais de 50 anos e enxergo aquele homem valente, para mim um herói, a pilotar um jato quando não havia a tecnologia de hoje. Lembrando, para ficar apenas nos procedimentos da navegação: quem voava sobre águas sem fim, céus nem sempre estrelados, às vezes, sob as agruras de ventos e chuvas inclementes que chegavam de improviso, tendo como guia principalmente as instáveis frequências de rádio, tinha que conhecer estrelas, conversar com Deus e confiar no transferidor, nos mapas e na própria sorte. A cabine de comando emoldurava o belo, o desconhecido, e tinha de dar fim aos medos e à solidão. Meu pai foi instrutor de simulador de voos da Evaer no final dos anos 1940. Tenho sua foto, na hoje arcaica ferramenta de ensino, publicada no livro Varig - Eterna Pioneira (2009), de Gianfranco e Joelmir Beting”. 

Foi no céu da remonta (área do Exército para criação de cavalos), em Rosário do Sul, onde, quando jovem, acompanhava seu pai (então, sargento), que Estevam Flores Corrêa, nascido em Quaraí (RS), em 1921, viu pela primeira vez um avião. 

Naquele momento, teve um sonho que no futuro se realizaria: ser piloto. Em uma conversa com um desconhecido, já morando e trabalhando em Porto Alegre, ele manifestou esse desejo. O sujeito, ao se despedir, deixou-lhe um cartão de visitas e lhe disse: “Me procure!”. 

Era início dos anos 1940, e o desconhecido chamava-se Ruben Berta, o homem que estava à frente do que seria uma das maiores companhias aéreas do mundo: a Varig. Estevam aprendeu a pilotar na Evaer. Depois, foi instrutor da escola e pilotou várias aeronaves: Douglas DC 3, Curtiss C46, Convair CV 240, Caravelle (primeiro jato da Varig), Coronado C.V. 990. Aposentou-se pilotando, na época, os grandes Boeing 707. Voou pelos céus do Rio Grande do Sul, do Brasil, da América do Sul, América Central, América do Norte, África e Europa. 

Por um ano, ficou baseado com uma tripulação completa em Lisboa. O grupo substituía a equipe que chegava do Brasil e dava continuidade às linhas que iam para outros destinos da companhia na Europa. Maria Alice concluiu assim seu e-mail: 

Não se aplica / Arquivo Pessoal

Estevam Flores Corrêa (à direita) e Ozi Lucas Koeche

“Obrigada por me fazer recordar de coisas boas que marcaram minha vida. A todos os pilotos e tripulantes que ajudaram a fazer da aviação o transporte mais confiável do mundo, minha admiração e respeito. Sem eles, nada seria possível. Varig, Varig, Varig!”.

 

 
 
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