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03/04/2018

MPF questiona Avianca sobre omissão no caso de homem se masturbando durante voo

A companhia aérea Avianca vai ter que explicar ao Ministério Público Federal suposta omissão no caso envolvendo uma passageira que gravou um homem em ato libidinoso durante um voo.

 

O caso ganhou repercussão nas redes sociais, depois que a cabeleireira Vitória Antunes foi surpreendida por um homem, na poltrona ao lado, que se masturbava, durante um voo entre Belo Horizonte e São Paulo.

 

Ela conta que, enquanto filmava a ação e pedia ajuda aos comissários, foi convidada para trocar de assento e teria questionado o porquê de não mudarem o lugar do homem. Após o ocorrido, ela ainda tenta, na Justiça, levar adiante a denúncia.

 

Depois que as denúncias repercutiram, usuários na internet encheram as redes sociais da Avianca de comentários criticando a ação da empresa. Em seguida, a companhia emitiu nota admitido que pediu à mulher que trocasse de lugar. Na mesma nota, a Avianca informou que orientou a passageira a procurar a Polícia Federal. O homem não foi levado à polícia.

 

Vitória, enquanto vítima, alega falta de apoio da tripulação e diz ter lido comentários ofensivos, por conta da denúncia. Uma das procuradoras que quer explicações da empresa é Ana Carolina Previtalli, que considera que houve “omissão” da Avianca.

 

Para a procuradora, a sociedade ainda tende a culpar e duvidar da vítima desse tipo de violência, sobretudo mulher. E o agressor insiste na violência, por acreditar na impunidade.

 

O procedimento foi instaurado pelo MPF, em São Paulo, e a ideia é orientar as companhias aéreas a dar suporte às vítimas de assédio ou violência sexual, e denunciar o acusado à Polícia Federal, já que ocorrências no espaço aéreo são de responsabilidade da justiça federal.

 

O MPF quer saber das demais empresas de aviação quais os procedimentos adotados em ocasiões semelhantes. A ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, também vai ser acionada para explicar se há normas a serem adotadas em situações assim.

 

Procurada, a ANAC explicou, em nota, que orientações nesse sentido não existem. Apesar disso, o Código Brasileiro de Aeronáutica orienta ao comandante que acione a Polícia Federal, quando necessário. Também em nota, a Avianca informou que não foi notificada pelo MPF e por isso não pode se manifestar.

 
 
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