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14/03/2018

Agências de viagens esperam 20% de alta nas vendas no ano

 

Com grande otimismo para o cenário macroeconômico, 70% das empresas de agenciamento de serviços turísticos esperam avançar no médio prazo

 

Seguindo a tendência de parcial recuperação, iniciada em 2016, as agências de turismo estimam para 2018 um crescimento no volume de vendas de 20%. A base, no entanto, se mantém abaixo do observado em anos precedentes à crise econômica.

“Se considerarmos o crescimento de 2,5% do PIB, a alta de 20% é palpável e exponencial. Mas essa velocidade de crescimento não se mantém nos próximos anos, porque é uma recuperação. Precisamos voltar a crescer a patamares de 2013 e 2014”, disse o presidente do Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo (Ipeturis) e presidente executivo do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP), Marciano Gianerini Freire.

Segundo ele, para voltar aos patamares mais elevados vistos antes de 2015 ainda são necessários de dois a três anos. Por enquanto, ele ressalta que as margens e rentabilidade das empresas permanecem baixas. “Não temos dados sobre isso, mas tenho ouvido que a rentabilidade está muito baixa”, ressalta, ao lembrar que nos últimos anos as agências têm passado por um desafio quando o tema é comissionamento. Segundo ele, nos últimos anos, diversas empresas vêm retirando as comissões, como é o caso das companhias aéreas.

Levantamento

Segundo dados recém-divulgado pela entidade, nos Indicadores Econômicos do Turismo, em 2017 as companhias tiveram um crescimento de 15,9% no volume de vendas, na comparação com o ano anterior e de 13% ante o número de 2014. As projeções de curto prazo [em até três meses] mostram que 49% das empresas respondentes esperam aumento das vendas, 29% estabilidade e 21% redução. Já no médio prazo [de três a seis meses], 76% das empresas esperam aumento de seu volume de vendas, seguido por 20% que esperam estabilidade e 4% redução.

Já nas taxas de emprego do setor, a retomada não deverá ocorrer na mesma velocidade. De acordo com o estudo, a expectativa de 70% das empresas respondentes é de manter o número de funcionários, contra 3% que pretende demitir e 27% que vai aumentar a mão de obra. “Vemos quadros enxutos e estabilizados para o ano”, comenta.

Isso, no entanto, não é visto por Freire como algo completamente ruim. Segundo ele, faz parte do movimento de processos operacionais e administrativos mais enxutos, somado a investimentos em tecnologia que, em conjunto, exigem um menor quadro de funcionários. Em 2017, o número de empregos no setor teve alta de 0,6%, ante 2016 atingindo 62,5 mil vagas formais. Esta foi a primeira alta, após três anos consecutivos de redução. De 2014 a 2016 foram encerrados 8.672 postos.

Um fator que contribuiu para o número elevado é a retração do mercado. De 2014 a 2017 houve o encerramento de 1.260 empresas. Sobre uma possível volta do tamanho de mercado, Freire responde que não deve ocorrer antes de 2020. “Acho que voltamos a ter um número maior de empresas, mas crescendo 1% ou 2% ao ano”. A pesquisa nacional realizada pelo Ipeturis e encomendada pelo Sindetur-SP, realizou 1.913 entrevistas. As microempresas [até 9 funcionários] são 94,6% do total.

 
 
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