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01/02/2018

Novas regras para bagagem em aviões fazem dobrar reclamações

As regras novas para o despacho de bagagem nos aeroportos completaram seis meses e com um efeito bem visível: o número de reclamações dos passageiros dobrou.

A última moda no aeroporto é viajar mais leve, com uma mala pequena para conseguir levar junto na cabine do avião.

A corretora Thais de Oliveira, que já pagou para despachar duas malas, R$ 60 cada, estava torcendo para não ter que fazer o mesmo com uma terceira. “Eu vou tirar a dúvida com o rapaz, mas eu quero levar dentro do avião porque não quero pagar mais nada”, disse ela.

Os brasileiros passaram a pesar melhor o que vale a pena levar em uma viagem de avião depois da resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que permite que as empresas aéreas vendam passagens com franquias de bagagem diferentes. Sem custo extra, só uma bagagem de mão com até dez quilos. A promessa era que, cobrando à parte pelas outras malas, as passagens ficariam mais baratas.

E elas ficaram, segundo o IBGE, queda de 15%, na média, em agosto, dois meses depois de as empresas cobrarem pela mala despachada. Já em setembro, os preços das passagens aéreas subiram mais de 20% e ficaram em um sobe e desce, sobe e desce até janeiro. “Se você cobra bagagem, você deveria baratear o preço da passagem e infelizmente não é o que acontece”, afirma o administrador Osdemar Maranho.

Um site que reúne reclamações de consumidores percebeu que elas dobraram assim que as novas regras entraram em vigor. Foram 2.700 reclamações sobre bagagens despachadas no segundo semestre de 2017 contra 1.300 nos primeiros seis meses. Das reclamações sobre bagagem, uma em cada três está relacionada com a tarifa cobrada pelas companhias aéreas.

“No segundo semestre de 2017 aumentaram em 100% as queixas contra as tarifas. O consumidor está descontente e está reclamando”, disse Maurício Vargas, presidente do site.

A Carla registrou uma reclamação por ter que despachar a mala que estava dentro dos padrões para ir na cabine. Nesses casos, as empresas aéreas não cobram por essa bagagem. “Os funcionários da companhia avisaram que não havia espaço mais para bagagens de mão dentro da cabine e que, dali em diante, os próximos passageiros que fossem embarcar teriam que, voluntariamente, despachar a mala”, disse a arquiteta Carla Biork.

Adriana, aquela que viaja superleve, diz que tem sido comum passar aperto com a bagagem dentro do avião. “Atrasa o voo porque o pessoal não consegue acomodar a bagagem acima”, explicou a empresária Adriana Paiva.

A Anac afirmou que também recebeu o dobro de reclamações sobre bagagens no segundo semestre de 2017 e que acompanha o preço médio das passagens, mas que é necessária uma série histórica significativa para analisar os efeitos da cobrança da bagagem nas tarifas.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas considerou natural que o processo de adaptação gere dúvidas e insatisfações. E declarou que, diante do total de clientes atendidos, foram poucos que registraram reclamações.

 
 
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