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06/01/2018

Pará aproxima mercados emissores de turistas de Belém

Em 2017 o governo do Estado avançou nas metas do Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará, e um dos desafios, ainda que enfrentando as turbulências de uma economia em crise, foi conseguir ampliar o atendimento das diretrizes do Plano que é um dos componentes do programa de desenvolvimento “Pará 2030”.

O esforço da equipe da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) foi de incrementar e dinamizar o processo de consolidação da cadeia produtiva no segmento do Turismo e Gastronomia, ao aproximar Belém da rota dos principais mercados emissores de turistas que o Destino Pará busca alcançar, conforme planejamento.

Nesse contexto, o trabalho é de induzir o crescimento do turismo, conectando o estado aos mercados nacional e internacional, com objetivo de aumentar o fluxo de visitantes e a geração de receita por meio da atividade turística, onde a acessibilidade aérea é a ligação angular no fortalecimento de uma “economia do turismo” no estado.

Segundo o secretário de Turismo do Pará, Adenauer Góes, o Pará teve um acréscimo de quase 30% no turismo internacional em três anos, “o que demonstra o quanto a política estratégica de atração de voos internacionais do governo foi acertada. É importante que o Estado cumpra essas etapas dentro de um processo maior de compreensão do turismo como atividade econômica”, defende Góes.

Incentivo – Mas para atrair novos voos e negócios as companhias aéreas estão recebendo do Governo do Pará, por meio do Decreto nº1850 de 19/09/2017, incentivos na redução da base de cálculo do Imposto de Circulação sobre Mercadorias (ICMS).

A medida, usada por outros estados e regiões com forte atrativos turísticos, ajuda as operações internas com querosene de aviação, a partir de um sistema progressivo de redução de alíquota, de acordo com o número de destinos conectados, ampliando a malha aérea regional e internacional.

No estado, o benefício foi implantado em duas reduções dos tributos nos últimos três anos, sendo que no primeiro momento o Imposto de Circulação sobre Mercadorias,(ICMS), foi reduzido de 17% para 7%. Na segunda redução, o imposto caiu de 7% para 3%.

Em contrapartida, conforme negociação com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), as companhias aéreas se comprometeram a disponibilizar e manter voos internacionais no Pará, ampliando essa malha aérea gradualmente.

Números - Em 2016, o Pará recebeu 114.092 turistas internacionais, que deixaram uma receita de cerca de R$ 68,5 milhões no estado. No que diz respeito ao número de pousos e decolagens no Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, em Belém, a liderança pertence a GOL, com 37%; seguido pela Azul, com 34%, e TAM, com 21% do total de voos operados na capital paraense.

A GOL lidera o mercado paraense também em passageiros embarcados, desembarcados e conexões, com 41% do volume total dos últimos seis meses. Já em taxa de aproveitamento, ou seja, a taxa de assentos ocupados das aeronaves, a TAP apresenta 86%, TAM 80%, GOL 78% e Azul 75%.

Mercado - A expectativa da companhia Azul Linhas Aéreas é abastecer a linha para Fort Lauderdale, na Flórida, com 35 voos nacionais e fazer de Belém o hub aéreo da companhia na região Norte. Na rota dessa meta é que a Azul lançou em 10 de dezembro de 2017 o voo internacional, que liga Belém a Fort Lauderdale, direto, quatro vezes por semana.

A cidade de Fort Lauderdale foi escolhida para ser a segunda rota internacional da companhia, por ser um centro comercial em expansão econômica, pela excelência de seu aeroporto, facilidades das conexões com outras cidades dos Estados Unidos, e por estar a poucas horas do destino de lazer preferido dos brasileiros, Miami.

Além da Florida, a Azul vai oferecer voos para dois novos destinos (Cuiabá e Fortaleza), além de novos voos diários para Recife (PE), São Luiz (MA) e Santarém (PA), partindo de Belém, ampliando a malha aérea da companhia em quase 28%.

Conexões - Os demais voos internacionais já ofertados, partindo da capital paraense, ligam Belém-Lisboa (Portugal), realizado pela TAP; Belém-Miami (EUA), feito pela Latam; Belém-Caiena (Guiana Francesa), operado também pela Azul; e ainda Belém-Paramaribo (Suriname), realizado pela GOL, estão em plena operação.

Um ponto a considerar é que a atual malha aérea internacional do Pará com os mercados emissores de turistas interessados em conhecer o estado abrange significativa parte da América do Norte, Central e Caribe, Europa e Ásia com as conexões aéreas existentes a partir de Val-de-Cans.

A voadora Azul tem a expectativa de abastecer a linha para Fort Lauderdale com 35 voos nacionais, e fazer de Belém o seu hub aéreo na região Norte, uma realidade já observada no aeroporto internacional com a movimentação de aeronaves dessa companhia no pátio, diariamente.

A Setur trabalha em seu radar de ações para 2018 com a estratégia de continuar ampliando a malha aérea internacional atraindo companhias para voos na América do Sul, partindo de Belém, com destino a Buenos Aires, Argentina, e Santiago e/ou Lima, Chile.

“Melhoramos as nossas condições para nos tornarmos bem mais competitivos na acessibilidade aérea, tanto regional quanto, nacional como internacional”, resume o titular da Setur

 
 
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