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20/12/2017

Comer em aeroportos é até 40% mais caro do que fora

Pão de queijo (Crédito: Reprodução)

Isso ocorre, entre outras coisas, por causa do aluguel mais caro para os lojistas e uma concorrência que pratica preços semelhantes.Quem nunca topou pagar mais para consumir alguma coisa dentro do aeroporto quando você já está lá esperando um voo ou aquele parente voltar de viagem? 

Em média, os produtos vendidos nos aeroportos custam até 40% mais do que nos mesmos estabelecimentos em shoppings ou em lojas de rua. Em Brasília, no aeroporto internacional, um sanduíche natural chega a R$28, quando na mesma rede do lado de fora se paga R$13. Já a água, que custa R$ 2,50 em mercados paulistas, é vendida a R$7 reais em Guarulhos. No Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o café sai por R$6 reais, o dobro do que é cobrado nas padaria da cidade.

Os motivos são vários. Para começar, para o lojista é em média 50% mais caro alugar um espaço nos terminais do que nos shoppings. Por exemplo, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, os alugueis das lanchonetes variam de R$ 6 mil a R$ 295 mil. Enquanto no Santos Dumont, a variação vai de R$ 5 mil a R$ 84 mil.

Além disso, os chamados "custos de ocupação" também são maiores em um aeroporto. São os gastos com manutenção de escada rolante, elevador, iluminação, funcionamento 24h que também acabam sendo repassados para lojistas. E divididos em menos gente: enquanto nos shoppings centers existem cerca de 300 lojas, nos aeroportos há apenas 50. 

Marcos Hirai, diretor da consultoria GS&BGH, explica que a contrapartida para os comerciantes nem sempre vem em dinheiro, mas em visibilidade para a marca:

“Vai ganhar visibilidade. Eles alegam que, por conta disso, essa conta é mais cara. O problema é que muitas vezes essa conta não fecha com o varejista. Muitas operações foram para os aeroportos e fecharam. Dentro da lei da oferta e da procura, eles estão tendo que fazer o remanejamento de valores”, explicou.

Em uma das lanchonetes de Congonhas o próprio funcionário indicou à reportagem os cafés do piso inferior do terminal, onde comem os trabalhadores do aeroporto e os preços praticados são muito menores: 

“O pessoal lá das companhias aéreas indicam o nosso estabelecimento. O preço é acessível para todos”, disse.

Apesar dos preços conhecidamente salgados, uma pesquisa do Ministério dos Transportes mostra que os indicadores de satisfação com o custo/benefício dos produtos vendidos em aeroportos aumentaram 31% desde 2013.

 
 
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