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16/10/2017

Companhias cobram apoio de Temer à política de céus abertos nos voos para EUA

Executivos da Latam e da American Airlines foram ao Palácio do Planalto, nesta segunda, em busca de empenho do presidente Michel Temer para aprovar no Congresso o Acordo de Céus Abertos entre Brasil e Estados Unidos. Assinado em 2011, o acordo precisa ser ratificado pelo Legislativo para entrar em vigor. Com ele, não haverá mais limites de voos entre os dois países e cada companhia poderá operar quantas frequências quiser, sem autorização prévia, de acordo com a capacidade dos aeroportos.

A medida não é unanimidade entre as companhias nacionais, sendo defendida pelas maiores empresas, como Latam e Gol. A Avianca tem evitado se posicionar e a Azul, é contrária, segundo executivos do setor. Quem critica alega que as condições de competitividade com as estrangeiras não são igualitárias e que o custo da operação no Brasil é maior. Atualmente, o número de voos é definido em acordos bilaterais.

As autoridades brasileiras defendem a política de céus abertos e segundo uma fonte a par das negociações, o assunto tem sido motivo de constante cobrança por parte da embaixada americana. O acordo está parado no Congresso, em meio à crise política.

— O acordo precisa ser ratificado pelo Legislativo, como acontece com todo acordo internacional. Temos pressionado todo mundo para que deem prioridade ao assunto — disse um integrante do governo.

 

Em nota, a assessoria de imprensa da Latam confirmou o assunto da pauta do encontro com Temer. Segundo o texto, o Brasil fica em desvantagem em relação a outros países sul-americanos que já instituíram esse tipo de acordo com o Estados Unidos.

“A LATAM Airlines Brasil e American Airlines defendem a importância da aprovação do Acordo pelo Congresso Nacional, pois promoverá o desenvolvimento do setor aéreo nacional, além de gerar crescimento econômico e estimular avanços sociais em nosso País”, diz a nota da companhia.

Entre os benefícios da ratificação do acordo, a Latam cita ainda ampliação de oferta de voos, aumento dos serviços e novos mercados, entrada de novas empresas aéreas, expansão do transporte de carga e geração de empregos, além do fortalecimento do comércio entre os dois países.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em maio deste ano, as empresas nacionais operavam 59 frequências semanais para os Estados Unidos e as americanas, 137 frequências para o Brasil. Mas há um limite de 301 para cada um.

A nota da Latam informa também que os executivos apresentaram ao presidente dos planos de investimentos para o Brasil. O grupo investirá R$ 130 milhões um novo hangar de manutenção de aeronaves no aeroporto de Guarulhos. A American Airlines também pretende investir US$ 100 milhões num espaço no mesmo aeroporto, destinado à manutenção e testes de giro de motor de aviões. A obra deve ser concluída no segundo semestre de 2018

 
 
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