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09/10/2017

Crise com cancelamentos de voos causa a primeira baixa na Ryanair

A crise causada pelo cancelamento de mais de 20 mil voos da companhia aérea provocou a primeira baixa. O diretor de Operações Michael Hickey deixará a empresa no fim do mês, depois de 30 anos. Isso, sem que o sucessor tenha sido nomeado. Considerada uma pessoa difícil de substituir, Hickey permanecerá como consultor até que a Ryanair encontre um substituto.

Problemas com falta de pilotos, resultado de um planejamento de férias descuidado e defecções para outras operadoras, baqueou a Ryanair por várias semanas e enfureceu clientes, reguladores e políticos.

Na semana passada, Michael O'Leary, principal executivo da empresa, tomou uma atitude incomum ao fazer uma promessa pessoal aos pilotos, oferecendo melhores salários e perspectivas de carreira.

O'Leary elogiou Hickey por sua "enorme contribuição" para a Ryanair, que se transformou na maior empresa aérea de descontos da Europa.

O executivo ficou conhecido por sua abordagem de cobrança rígida, que priorizava os bilhetes baratos e os baixos custos. Nos últimos anos, ele trabalhou para redefinir a percepção pública de sua companhia aérea, melhorando o serviço em voo e a experiência de check-in para aumentar o apelo aos viajantes de negócios, uma vez que a concorrência por viagens de baixo custo vem se intensificando.

 

Os cancelamentos de voos, que começaram no mês passado, afetaram cerca de 700 mil clientes, provocando também uma redução nos planos de crescimento da empresa em 6 milhões de passageiros neste ano e no próximo.A Ryanair também descartou os planos de participar da licitação pela Alitalia, que daria à empresa acesso a rotas de longa distância, uma das aspirações de O'Leary no longo prazo.

A eficiência da Ryanair, construída por oferecer voos baratos e pela pontualidade, ajudou a transformar a empresa na maior companhia aérea da Europa por valor de mercado, mas deixou pouca margem de manobra quando as circunstâncias mudaram.

A crise gerada pelos cancelamentos piorou por conta da má administração dos requisitos de licenças anuais dos pilotos da Ryanair, o que deixou os voos sem equipe de cabine suficiente para operar em todos os seus horários. Centenas de pilotos também deixaram a operadora no ano passado, atraídos por salários mais altos e melhores perspectivas de carreira em outras companhias aéreas.

O'Leary anunciou ainda que Hickey vai concluir "uma série de grandes projetos" antes de sair, como a organização de um contrato de manutenção do motor e novos hangares nas cidades espanholas de Madri e Sevilha. O diretor operacional, que assumiu o cargo em 2014, trabalhava na companhia desde 1988 primeiro, como engenheiro, até dirigir o setor de operações.

 
 
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