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12/08/2017

A reação da Avianca para sair do vermelho

 

Crédito: Gabriel Reis

A menor entre as quatro principais companhias aéreas brasileiras faz de 2017, em plena recessão econômica, a melhor fase de sua história. Além de enxergar no horizonte o primeiro lucro em 15 anos de operação, define um plano de voo para sua estratégia internacional e a integração com a colombiana Avianca Holdings

Em algum lugar da fronteira entre a Argentina e o Chile, a mais de 9 mil metros de altitude, o fundador e presidente do conselho da Avianca Brasil, José Efromovich, assume o microfone do sistema de som do voo inaugural da empresa na rota São Paulo-Santiago. Os quase 230 passageiros, inicialmente, supõem que se trata de um comunicado rotineiro do comandante, depois de a aeronave, o moderno Airbus A330-200, cruzar uma área de forte turbulência sobre a Cordilheira dos Andes. Mas o empresário está, na verdade, agradecendo a todos por estarem ali. “Este não é um voo qualquer. É um marco na história da Avianca e um passo importante em nosso processo de crescimento”, afirma Efromovich, visivelmente emocionado.

Minutos depois, já no Aeroporto Internacional Nuevo Pudahuel, na capital chilena, ele abraça cada um dos 10 tripulantes do voo e dança durante a apresentação da campanha publicitária da companhia. “Queria ter participado das gravações do musical desta campanha, mas os funcionários não me deixaram mostrar todo meu talento.” O bom-humor e a empolgação de Efromovich se justificam pelo momento que sua empresa atravessa. Apesar da grave crise na economia brasileira, 2017 caminha, segundo ele, para ser o melhor dos 15 anos de história da Avianca Brasil, que faturou R$ 2,9 bilhões no ano passado, mas registrou prejuízo líquido de R$ 71,4 milhões. Desde 2002, quando começou a operar, a Avianca só ficou no vermelho, em razão dos altos custos operacionais e investimentos na formação da frota.

 

Para este ano, com aquisição de nove aviões, Efromovich garante que a companhia registrará seu inédito lucro, embora não se arrisque em cravar uma cifra. “Não tenho nenhuma dúvida de que registraremos nosso primeiro lucro neste ano, mesmo que seja pequeno”, garantiu. “O importante é a mudança de rota, com lucro no lugar de prejuízo e crescimento no lugar de reestruturação.” Além de Santiago, a Avianca começou no mês passado a voar diariamente para Miami. Em dezembro irá estrear sua rota para Nova York. “Uma empresa como a Avianca, com custos e receitas bem alinhados, pode facilmente alcançar um lucro de R$ 5 milhões a, R$ 10 milhões ou R$ 40 milhões. Tudo dependerá da economia neste ano”, diz Alexandre Pereira, especialista em aviação.

 
 
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