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28/07/2017

Novos investimentos vão ampliar a capacidade do aeroporto de Salvador

Vinci Airport quer aumentar a movimentação de passageiros no aeroporto no prazo de 30 anos - Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE | 13.03.2017

O aeroporto internacional de Salvador irá receber investimentos da Vinci Airports para aumentar a sua capacidade de atração de novos voos e alcançar, em 30 anos, uma movimentação anual média de 35 milhões de passageiros. Hoje, são cerca de 7,5 milhões. Dentre as obras previstas estão uma nova pista paralela à existente, além de seis novas pontes de embarque.

No processo de concessão, o governo exige a prestação de serviços imediatos e anteriores às obras que só devem começar no próximo ano. A Vinci terá que modernizar a sinalização e iluminação do aeroporto, oferecer internet gratuita de alta velocidade, melhorar os banheiros, fraldários e sistema de climatização, bem como fazer a manutenção das escadas rolantes e modernização de elevadores e esteiras para restituição de bagagens. Outra mudança que virá antes das obras de infraestrutura é a implantação do sistema de impressão digital, que funciona em alguns aeroportos do país.

 

O prazo de concessão é de 30 anos, prorrogável por mais cinco. Durante este período, o investimento previsto pelo governo federal no terminal baiano é da ordem de R$ 2,35 bilhões.

Nesta quinta, 27, durante solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília, em governo Temer celebrou o implemento do programa de concessão dos aeroportos internacionais de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza, o chairman of board da Vinci Concessions, José Luis Menghini, pediu paciência à população soteropolitana, mas garantiu que as melhorias acontecerão. "Estamos apenas no primeiro estágio, que é a assinatura do contrato de concessão, mas certamente as melhorias acontecerão", afirmou.

Ele falou em "desenvolvimento da estrutura do prédio, aumentar o tamanho da estrutura comercial, do estacionamento, dentre outros". O executivo do grupo francês disse estar ciente dos problemas que afetam o dia a dia dos passageiros. "Tenham paciência que vamos modernizar e melhorar enormemente o aeroporto", completou o executivo.

Engenheiros consultados por A TARDE acreditam em uma forte expansão da malha internacional do aeroporto baiano. A Azul poderá usar Salvador como um ponto de embarque para a Europa, onde a empresa ainda não opera diretamente. O mesmo pode acontecer com a Avianca e com a Copa Airlanes, que em 2016 deixou de operar voos para os Estados Unidos alegando falta de condições operacionais.

A TAM já anunciou que a partir de janeiro de 2018 irá operar 14 voos semanais para Buenos Aires partindo diretamente de Salvador. Com o anúncio do governo do estado de redução da alíquota de ICMS para o querosene do combustível de aviação, de 18% para 12%, as chances de a medida atrair companhias aéreas aumentam.

Controle

O contrato de concessão vale após 30 dias da publicação em Diário Oficial e, em seguida, a Vinci Airports vai administrar o aeroporto internacional de Salvador de sete a 10 meses junto com a Infraero. De acordo com Menghini, o grupo terá o controle total do aeroporto em meados de 2018.

Os contratos de concessão dos quatro aeroportos serão assinados hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), representando o poder concedente, e o representante de cada concessionária. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, informou que os grupos vão pagar imediatamente ao governo 25% do valor mínimo de outorga mais o ágio ofertado, que totaliza R$ 1,46 bilhão.

"Os investimentos nesses quatro terminais devem chegar a R$ 6,61 bilhões ao longo da concessão", garantiu o ministro. Ele também comemorou os contratos de concessão como um novo fôlego para o transporte aéreo brasileiro. "O Brasil é rentável e seguro para investimentos. O setor aéreo sofreu com a crise, e em 2016 perdemos cerca de 101 milhões de passageiros, além de 67 aviões que saíram de operação. Mas as concessões garantirão a retomada", afirmou Quintella.

Dados do Ministério dos Transportes mostram que os quatro terminais respondem por 11,6% dos passageiros que circulam no país, por 12,6% das cargas e por 8,6% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro.

Presidente

O presidente Michel Temer, o último a discursar na cerimônia, comemorou o dinheiro arrecadado pelo governo com as concessões somente nesta fase inicial. "Não é mágica. Todos querem investir no Brasil e o governo está descomplicando regras, sustentando a confiança no investidor", garantiu.

 
 
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