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Jurídico

07/02/2017

Berkshire aposta em empresas aéreas após dica de CEO da AmericanCOMENTE

(Bloomberg) -- Warren Buffett brincou certa vez que um "capitalista visionário" deveria ter atirado em Orville Wright em Kitty Hawk para poupar os investidores de todos os prejuízos que sofreriam com as empresas aéreas nas décadas seguintes ao nascimento da aviação.

É por isso que surpreendeu, em novembro, quando a empresa do bilionário, a Berkshire Hathaway, revelou investimentos nas quatro maiores companhias aéreas dos EUA: American Airlines, Delta Air Lines, Southwest Airlines e United Continental Holdings.

A que se deve a mudança de opinião? Ela decorre, em parte, de uma apresentação do CEO da American, Doug Parker, em uma conferência de investidores, em março, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato ao discutir a estratégia da Berkshire.

Parker disse aos participantes que estava pedindo a sua equipe para dar um "voto de confiança" ao setor aéreo. A consolidação, argumentou, havia encerrado o ciclo de altos e baixos que prejudicou sua empresa e as concorrentes por décadas, e havia chegado o momento de administrar os negócios de acordo com essa nova realidade.

"O setor foi reestruturado. Ele estava fragmentado. Era ineficiente. Não tinha foco", disse ele, durante a apresentação. "Agora, é eficiente. Está focado na demanda. Temos redes realmente capazes de oferecer o que as pessoas querem."

Laços com Weschler

A análise levou Ted Weschler, um dos assessores de investimentos de Buffett, a observar as empresas aéreas mais de perto, disseram as pessoas. Antes de entrar na Berkshire, o hedge fund de Weschler havia apoiado Parker em sua tentativa bem-sucedida, em 2005, de combinar a America West com a US Airways. Ao longo desse processo, os dois homens construíram uma conexão.

Na época, Parker foi um dos primeiros a propor a consolidação como forma de curar um setor assolado por falências, milhares de licenças de funcionários e cortes na remuneração. Ele continuou desempenhando um papel fundamental em uma era de fusões, finalmente arquitetando a combinação da US Airways com a American, uma empresa muito maior, para criar a maior aérea do mundo.

Em sua apresentação, Parker colocou as relações trabalhistas no cerne de sua estratégia, dizendo que funcionários felizes cuidam dos passageiros, transformando-os em clientes leais e melhores para os acionistas. A American prometeu pagar mais que suas rivais durante as negociações de contrato e começar a repartir os lucros com os empregados a fim de preservar sua competitividade.

Esses esforços têm pressionado os resultados finais da American e vêm sendo prejudicados por disputas com os sindicatos. Mas a empresa aérea conseguiu reverter uma queda nas receitas da unidade, uma métrica importante usada pelos investidores para medir o poder de fixação de preços, no quarto trimestre. Foi a primeira grande aérea dos EUA a consegui-lo desde o início da guerra de preços, no começo de 2015. Outras empresas aéreas também afirmaram que os preços das passagens aéreas estão se estabilizando. Buffett falou diversas vezes sobre a importância do poder de fixação de preços na avaliação de uma empresa.

O bilionário não respondeu a uma mensagem em busca de comentário para essa reportagem. A American informou que está trabalhando duro para fornecer valor a todos os acionistas, inclusive à Berkshire.

 
 
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