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Imprensa Sindical

01/02/2016

Ameaça de greve na aviação

A Campanha Salarial dos trabalhadores na aviação atingiu o ponto máximo de tensão e poderá desembocar numa greve às vésperas do carnaval.

A data-base da categoria é 1º de dezembro e os sindicatos dos aeroviários de boa parte do Brasil, filiados à Força Sindical e à Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos (FNTTA), reivindicam o reajuste de 100% (que fechou em 10,97%), acrescido de 5% de aumento real.
     
Na última e derradeira rodada de negociações, o patronato apresentou a seguinte proposta:

 . Salários até R$ 1.500,00 – 5,5% de reajuste em fevereiro e 5,5% em       
   junho;
      
   . Salários de R$ 1.500,00 a R$ 10.000,00 – 3% de reajuste em fevereiro, 2% em          

           junho e 6% em novembro;      

  . Salários acima de R$ 10.000,00 – valores fixos, sendo R$ 300,00 em fevereiro,
           R$ 200,00 em junho e R$ 600,00 em novembro;

   . Em relação aos vales alimentação/refeição, seguro de vida e diárias nacionais,     
           seria aplicado o reajuste de 11%, retroativo a dezembro/2015, sendo que o teto do    
           vale refeição seria reajustado em 3% em fevereiro, 2% em junho e 6% em
           novembro.

Os sindicatos rechaçaram a proposta patronal, entendendo que as empresas trouxeram “coisa velha como se nova fosse”.

“Ao longo de todo processo negocial, o patronato agiu na linha “genérica, específica e abusada” contra os trabalhadores e seus familiares. Nada negociou e sempre buscou impor sua vontade, a começar pela absurda proposta de 0% de reajuste salarial”, que marcou grande parte das negociações”, afirma Mandú, presidente da FNTTA.

 Ainda de acordo com Mandú, “é inaceitável que o patronato continue     desvalorizando os seus empregados, ao mesmo tempo em que, de acordo com amplo noticiário da grande imprensa, cresça os olhos para a ampliação do investimento estrangeiro nas aéreas, a peso de ouro, pois o mercado da aviação comercial brasileira é bastante apetitoso para o capital internacional. É importante destacar que o setor teve um crescimento de 34% nos últimos quatro anos. O fato incontestável é que as aéreas estão bastante capitalizadas, contando com muita “bufunfa” estrangeira nos seus cofres. Na GOL, há a presença da DELTA AIRLINES; na TAM há o capital e a gestão da LAN CHILE e, por último, a AZUL que acabou de abiscoitar R$ 1,7 bilhão de reais de investidores chineses, especificamente do HNA Group”.

 A mobilização dos aeroviários segue intensa em todo país e tudo indica haver uma grande disposição dos trabalhadores em aderir à greve, que poderá explodir às vésperas do carnaval.

 
 
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