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Imprensa Sindical

25/02/2014

SINDICATO DOS AEROVIÁRIOS COMPLETARÁ 64 ANOS

A década do início da aviação comercial no Brasil é a de 1920. Mas o impulso só veio na década de 1940, em função das aeronaves americanas excedentes de guerra, adquiridas a baixo custo e em boas condições de financiamento, o que permitiu o surgimento de inúmeras empresas aéreas, quase todas funcionando com estrutura econômica precária.

       No começo da década de 1950, as grandes companhias brasileiras eram: Varig, Cruzeiro, Panair, Vasp e Real. Os sindicatos dos trabalhadores na aviação começaram a ser constituídos no final da Segunda Guerra Mundial.

        A história do Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo começou na Rua Xavier de Toledo, 84, 3º andar, sala 27, como Associação dos Aeroviários do Estado de São Paulo, que passou a ser sindicato no dia 6 de junho de 1949, sendo reconhecido um mês depois, em 30/07/1949, presidido, à época, por Oswaldo de Carvalho.

     A construção da sede própria tem sua história. Murilo Pinheiro, o presidente à época, e Pedro de Melo França, o tesoureiro, além dos demais diretores, tiveram um momento de histórica decisão. Com muitas campanhas de vendas de brindes, flâmulas, captação de doações, rifas e eventos, foi construída e inaugurada em julho de 1962, a sede própria, em frente ao Aeroporto de Congonhas, no mesmo lugar onde se encontra hoje, na Avenida Washington Luiz, 6979.

      Ainda no ano de 1962, aconteceu uma importante conquista para a categoria: o decreto nº 1.232, de 22 de junho de1962, que regulamentou a profissão de aeroviário. À época os aeroviários foram um dos poucos profissionais brasileiros a conquistarem a sua regulamentação profissional. Foi uma grande vitória, decorrente de muitas greves para pressionar o governo. Com a regulamentação da profissão, os aeroviários foram os primeiros trabalhadores brasileiros a terem garantida a jornada de seis horas para os trabalhos expostos às intempéries ou em serviços perigosos ou insalubres.  Em 1963, foi obtido, por doação do governo estadual, o terreno na Praia Grande, onde posteriormente foi construída a Colônia de Férias do SAESP.

      O golpe militar de 31 de março de 1964 fez com que inúmeros sindicatos sofressem intervenções. No caso do SAESP, o seu combativo presidente Murilo Pinheiro foi cassado em 1971, sendo sucedido por seu vice-presidente Sidival Modesto Godoy, que ficou na presidência da entidade até 1983. Foi um período de subserviência sindical, onde até o presidente Ernesto Geisel teve foto estampada, com honrarias, no jornal do SAESP.

      O SAESP só voltaria ao cenário da combatividade sindical em 1983, quando um movimento denominado MOLA –Movimento de Oposição e Luta Aeroviária– venceu as eleições. A partir deste fato histórico, a categoria aeroviária voltou a ter intensa mobilização, tendo uma sucessão de ações reivindicatórias e grevistas; dos quais emergiram novas lideranças sindicais, dentre as quais o atual presidente, Reginaldo Alves de Souza –Mandú.

      Desde 2007, o companheiro Mandú preside o SAESP. Nasceu em 31/12/1956, na cidade de Seabra, na Bahia. Casado com a Sra. Maria Evangelista de Queiróz. O casal tem três filhos. Mandú é formado em Educação Física e Direito. Trabalhou por 30 anos na Viação Aérea São Paulo-VASP, no Departamento de Controle de Qualidade.

     Ao longo dos anos dedicados à causa trabalhista e sindical, Mandú sempre esteve engajado em todas as lutas, como a campanha das DIRETAS JÁ, instalação da assembleia nacional constituinte e pelo direito de greve nos serviços essenciais.

     Mandú presidiu a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos, no período de 1996 a 1999.

   Foi interventor da VASP em 2005, época em que teve destacada atuação na defesa intransigente dos direitos dos funcionários da empresa. Graças a sua atuação é que os funcionários tiveram garantidos os pagamentos de seus salários, mantendo vivas as esperanças de recebimentos de seus direitos trabalhistas, por meio do bloqueio dos bens do ex-presidente da empresa.

      Como toda a categoria aeroviária, lutou intensamente contra as ações governamentais e gestões ineptas, que acabaram levando importantes empresas aéreas nacionais à falência. Em momento algum, deixou de lutar, juntamente com o seu corpo diretivo, pelos direitos dos trabalhadores, seja por meio da mobilização direta, seja por ações judiciais. Estas ações continuam vivas, pois os trabalhadores ainda não receberam os seus direitos.

      Em meio a toda crise que assolou a aviação comercial brasileira, Mandú e sua diretoria jamais perderam o ânimo de levar avante a história de lutas e conquistas do SAESP. Mesmo com todas as adversidades, o SAESP, em 2010, negociou o segundo melhor índice de reajuste salarial do país.

      Mandú preside uma diretoria obstinada a buscar o melhor para todos os aeroviários, sabendo que é preciso a inserção nos grandes temas sindicais do Brasil. Por isto, é que o SAESP é filiado à Força Sindical, central presente em todas as mobilizações dos trabalhadores e aposentados, que visam à construção de um Brasil mais justo, igualitário e fraterno.

 

 

 

 

 

 

 

 
 
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