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05/05/2016

Negra enfrenta 200 neonazistas com gesto simbólico na Suécia

 
Tess Asplund entrenta militantes de partido neonazista (Foto: Reprodução/Twitter)
Tess Asplund entrenta militantes de partido neonazista (Foto: Reprodução/Twitter)

Uma mulher negra de 42 anos ganhou fama na internet ao ser fotografada no momento exato em que se posicionou contra uma marcha neonazista na cidade de Borlänge, realizada no domingo (1º), na Suécia. Na foto, compartilhada nas redes sociais, Tess Asplund aparece posicionada com o punho para cima em sinal de protesto, frente a frente com um dos três líderes de um movimento de extrema direita que reuniu 200 pessoas no país.

Após a repercussão da imagem, Asplund, que vive em Estocolmo, explicou a razão pela qual decidiu enfrentar o grupo, que, segundo ela, nem deveria ter tipo permissão das autoridades para expor suas ideias por serem baseadas em ódio contra minorias.

"Claro que não deveriam ter permissão para marchar. Eles são nazistas", disse ao jornal "The  Independent". "Estão espalhando o ódio. Querem uma região branca. Se ganharem controle do país, irão expulsar a mim e minha família".

O partido Movimento de Resistência Nórdico (The Nordic Resistance Movement, em inglês) é formado por um dos muitos grupos neonazistas de popularidade crescente que tem permissão da polícia para propagar suas ideias pelas ruas de Borlänge, a cerca de 200 Km de Estocolmo. "Esta é a coisa mais assustadora. Havia mais de 100 deles, e isto é muito, é assustador", disse.

O gesto de colocar o punho para cima é historicamente usado para demonstrar solidariedade com pessoas oprimidas, e de enfrentamento a opressores. Ele se tornou um símbolo do movimento negro nos anos 60 nos Estados Unidos. "Fiz porque fiquei muito irritada. Parei lá e e olhei para ele, e ele olhou de volta. Então, a polícia veio e pediu para me afastar".

O partido de direita defende a luta por um governo nacionalista nórdico mesmo que seja necessário o "derramamento de sangue", conforme é descrito em seu site oficial. Stefan Dangardt, porta-voz da polícia de Borlänge, no entanto, defendeu o direito dos neonazistas de manifestarem a ideologia. "Há uma lei constitucional na Suécia que permite livre opinião e reunião", disse à emissora Radio Sweden.

Grupos anti-imigração e de direita têm ganhado espaço no país escandinavo, que é tradicionalmente liberal. O partido Sweden Democrats, um dos mais conservadores, conquistou 14% do parlamento na última eleição com sua ideologia contra imigrantes.

Rcentemente, Partido Social Democrata, de esquerda, se juntou a uma organização sem fins lucrativos chamada Dalarna Against Racism para protestar na região contra as ideias extremistas e de direita. Eles reuniram um número maior de pessoas do que os neonazistas.

 
 
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