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Espaço Mulher

09/12/2015

Grego contratou serviço de ar-condicionado de empresa da mulher na CBB

Assim como ocorreu com Carlos Nunes, atual presidente da CBB, em diversas situações, as contas de Gerasime Bozikis, o "Grego", (1997 a 2009 na presidência da CBB) também foram partes do processo em que a Eletrobras cobra R$ 4 milhões na Justiça, sendo que desses, R$ 2.308.235,25 (dois milhões, trezentos e oito mil, duzentos e trinta e cinco reais e vinte e cinco centavos) se referem a notas não aceitas. No caso de Grego, um padrão que se repetiu foram as vantagens que parentes dos dirigentes obtiveram, seja com manutenção de ar-condicionado ou empresas de marketing que prestavam serviços à confederação. 

As notas e faturas, obtidas através da Lei de Acesso à Informação, revelam fatos até aqui desconhecidos: pagamentos para empresa em que consta o nome da mulher como proprietária; plano de saúde pago para toda família; e empresa do filho do cartola Roberto Beck, que era o braço direito da presidência na gestão, aberta as pressas para explorar o marketing da confederação.

Durante o mandato de Grego, a CBB pagou para a Krioar pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado da sede, no Rio de Janeiro. A empresa consta na Receita Federal como de propriedade de Diana Bozikis, mulher do ex-mandatário. Há um outro detalhe que chama a atenção: ao mesmo tempo em que pagava R$ 677,00 para a empresa familiar pela "manutenção", emitia também notas no mesmo mês, como em março de 2009, para outra empresa do ramo, a Friomag Assistência Técnica pela limpeza de oito aparelhos, com valor bem menor, R$ 144,00. A reportagem não conseguiu apurar se as duas faziam manutenção dos aparelhos ou se apenas uma fazia e a outra apenas recebia.

A empresa dos Bozikis seguiu sendo beneficiada por negócios com a CBB mesmo depois da posse de Carlos Nunes, em 5 de maio de 2009. Embora durante o processo eleitoral tivessem discurso de distância e diferenças entre os dois, uma fatura de R$ 1.800,00 mostra a ação entre amigos na compra de um aparelho na Krioar. A data é pós-Grego, de 3 de junho de 2009.

A série de reportagens do UOL sobre a CBB mostrou ainda outras transações realizadas na gestão de Gersime Bozikis, como os negócios de pai para filho envolvendo um dirigente da entidade. Roberto Stuart Beck era o vice-presidente da CBB e integrante do conselho fiscal. No dia 15 de novembro de 2003, a CBB assina contrato com a Atto Sports Marketing. Sócio majoritário: André Stuart Beck, filho de Roberto, o braço direito de Gerasime Boziks. Antes da Atto, André constava em outra empresa de marketing com mais três sócios. De acordo com os registros da Receita Federal, a constituição da Atto, já sem os sócios da empreitada anterior, é em 11 de setembro de 2003, apenas dois meses antes da assinatura com a CBB.
 
Além da proximidade entre a constituição da empresa que vai explorar o marketing da CBB e a assinatura do contrato entre ambas, existe uma outra data que merece atenção: cerca de um mês antes da constituição da Atto Sports, começa a entrar um volume de dinheiro jamais visto antes na entidade. É a assinatura do primeiro contrato CBB e Eletrobras, firmado em 14 de agosto de 2003. O ECP- 00012/2003, no valor de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). Objeto do contrato: "Seleções Brasileiras de Basquete Feminina Adulta, Sub-21, Juvenil e Cadete, e ao 6º Campeonato Nacional de Basquete Feminino Adulto".

 
 
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