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Espaço Mulher

29/09/2015

Câncer de mama já matou 540 mulheres este ano na Bahia

Mulheres que têm mais de 35 anos devem ativar o sinal de alerta para o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo: o câncer de mama, que responde por 22% novos casos a cada ano. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) registrou, até ontem (28), 540 óbitos por neoplasia maligna da mama no sexo feminino. Constam nos registros da secretaria 1.490 internações por câncer de mama neste ano. As taxas de mortalidade continuam elevadas no Brasil, e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que sejam diagnosticados mais 57 mil novos casos, sendo 10,5 mil no Nordeste e 2.560 na Bahia.

No estado baiano, a doença costuma atingir com mais incidência mulheres entre 40 e 60 anos. Do total de 3.030 internações registradas pela Sesab em 2014, 1.655 estavam nessa faixa etária. O ano de 2013 terminou com uma taxa de mortalidade de 9,7 para cada 100 mil mulheres. Este ano, os dados computados até ontem dão conta de uma taxa de 7,1.

Os dados da doença no país ainda são elevados devido à descoberta tardia do câncer. Diagnosticado ainda em seu estágio inicial, o tratamento do câncer de mama tem 95% de chance de cura. A sociedade Brasileira de Mamografia recomenda mamografia anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos. De acordo com a recomendação do INCA, mulheres de risco familiar deve realizar o exame, de 2 em 2 anos, partir dos 35 anos.

Segundo a oncologista do Instituto de Oncologia AMO/Hospital da Bahia, Vanessa Dybal, existem fatores de risco que favorecem o aparecimento da doença, como exposição excessiva ao tabagismo, hormônios femininos, falta de atividade física e obesidade. “Menos de 10% dos tumores malignos da mama são de causa hereditária ou genética e, em relação a fatores alimentares, não foi comprovadamente relacionado como fator causal da doença”, explica.

Apesar de casos hereditários serem menores, a oncologista alerta para a importância de mulheres com histórico familiar extenso de cânceres em geral serem avaliadas por um geneticista. “A síndrome mais conhecida de câncer de mama hereditário é a das mutações de gene BRCA. A suspeita para a existência deste tipo de mutação acontece na presença de alguns critérios, como dois familiares em 1º grau com câncer de mama – um dos quais com diagnóstico antes dos 50 – e a combinação de três ou mais familiares de 1º ou 2º graus com câncer de mama, independentemente da idade ao diagnóstico”, destacou.

O sintoma mais comum é o aparecimento de nódulo duro e, em regra, indolor. Outros sintomas também podem sinalizar para a necessidade de buscar um mastologista: retratação da pele, não movimentação de determinada parte da mama ao se elevar os braços, vermelhidão e inchaço da mama que não melhoram após tratamento de causas infecciosas, além de saída de secreção ou feridas nos mamilos.

20 mil mamografias gratuitas

Com o objetivo de contribuir pra o diagnóstico precoce e alertar a população baiana sobre o câncer de mama, a Delfin Saúde promove, durante todo o mês de outubro, sua 4ª edição da campanha Outubro Rosa. Serão quase 20 mil mamografias gratuitas em Salvador e no interior da Bahia. Tendo como madrinha a cantora Elba Ramalho, que já superou um câncer, a campanha da Delfin Saúde tem lançamento no próximo dia 1º de outubro, no Dique do Tororó.

No lançamento serão distribuídas 140 fichas de atendimento a partir das 7h, com exames programados para acontecer entre 9h e 18h. Na capital baiana, durante todo o mês de outubro, as mulheres contarão com o serviço itinerante de dois caminhões móveis, totalmente equipados e com staff médico, que funcionarão na sede da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), do dia 19 ao dia 31, e no Hospital São Rafael, de 6 a 17 de outubro, com atendimento das 8h ás 18h e capacidade para 250 exames por dia.

As regiões de Feira de Santana e Cruz das Almas terão unidades móveis para atendimento ainda este mês (21/09 a 07/10). Já em Cabaceiras do Paraguaçu, o atendimento acontece de 9 a 16 de outubro; Cachoeira de 16 a 31/10; Conceição da Feira de 2 a 13/10; Governador Mangabeira de 21 a 30/09; Maragogipe de 21/09 a 07/10; Muritiba de 21/09 a 5/10; São Féliz de 7 a 14/10; e Sapeaçu de 9 a 17/10.

Cada caminhão possui dois mamógrafos, área de revelação e digitalização de imagens, computador, com sala de espera para pacientes, tudo num ambiente climatizado, com apoio de dois médicos da equipe da Delfin Saúde e dois técnicos por período, além de três pessoas na recepção para triagem do atendimento, com capacidade para receber até 140 pessoas por dia. Como a campanha é uma parceria com governos Estadual e Federal, basta apresentar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e cópias do RG e comprovante de residência.

A campanha também trará orientações para o autoexame de uma maneira lúdica, distribuindo, no lançamento da ação, um colar com contas de diversos tamanhos e formatos para que as 140 mulheres que forem atendidas neste primeiro dia possam ter uma noção tátil de um possível nódulo na mama.

 
 
 
 
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