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03/09/2015

Unimed Paulistana terá que repassar 700 mil clientes para outra operadora

A Unimed Paulistana, quebrou. E agora como ficam os mais de 700 mil clientes? E sabe quanto esses clientes pagavam para esse plano? As mensalidades somadas davam R$ 2,7 bilhões por mês. Mesmo assim, a Agência Nacional de Saúde Suplementar descobriu um desequilíbrio financeiro profundo no convênio. Em 30 dias a Unimed Paulistana tem que encontrar um comprador, que vai assumir os clientes.

A Unimed Paulistana tem que manter o atendimento até repassar os clientes para outra operadora. O prazo para isso é de 30 dias. O problema é que muitos hospitais e laboratórios conveniados já deixaram de atender pelo plano.

Clima de hospital já não costuma ser bom, mas em um deles, agora, está pior. É o Santa Helena, um hospital da Unimed Paulistana. Quem foi até lá chegou com angústia duplicada: pelo problema de saúde e pela incerteza. “Uma pessoa chegou de outro hospital dizendo que a Unimed abriu falência”, diz uma cliente.

O convênio, que tem 744 mil beneficiários, quebrou. A Agência Nacional de Saúde Suplementar suspendeu a venda de novos planos da Unimed Paulistana e determinou que toda a carteira de clientes passe para outro administrador em 30 dias.

A orientação da ANS para quem tem um convênio da Unimed Paulistana é que continue pagando as mensalidades para depois poder migrar para uma nova operadora. Enquanto isso não acontece, essas pessoas têm direito a atendimento normal. Mas muitos pacientes que a reportagem do Bom Dia Brasil encontrou em um hospital dizem que foram para lá depois de ter o atendimento recusado em outros hospitais e clínicas que antes faziam parte do convênio: “Tivemos que vir para cá porque é da Unimed, foi o único local que nos atendeu” diz a decoradora Solange Antunes da Cruz.

“Liguei para quatro laboratórios que informaram que temporariamente, na Unimed, estaria suspenso esse atendimento, exatamente no momento em que eu estou mais precisando, nesses 8 anos todos. Eu estou bem preocupada com o que vai acontecer com a gente”, queixa-se a terapeuta Flávia Trindade Silva.

A empresa que assumir os clientes vai ter que respeitar as mesmas carências e não vai poder interromper nenhum tratamento, nem internação. A Unimed Paulistana diz que, durante o período de transferência, os atendimentos permanecerão normalizados.

Quem tiver dúvidas pode ligar para a ANS ou recorrer à Justiça, se achar que foi lesado. “Após a notícia da confirmação da empresa que vai receber esses clientes, se houver uma diminuição na rede credenciada, uma piora no atendimento, esses clientes podem procurar a Justiça ou tentar uma outra alternativa, trocar de plano de saúde através da portabilidade”, orienta a advogada Renata Vilhena Silva, especialista em Direito à Saúde.

A dona de casa Leonor Maria Jorge já está na Justiça. Todo dia ela arruma a mala e vai para o hospital. Faz um ano e meio que o marido dela está na UTI. Eles pagam convênio há 45 anos e não esperavam ter que se preocupar com isso: “Que plano de saúde vai me pegar agora, com o meu marido desse jeito, eu, com a idade que tenho?” preocupa-se Leonor.

Ela tem 74 anos e o marido, 81. O hospital descredenciou a Unimed Paulistana. A filha cogitou uma transferência: “A maioria dos hospitais 'está suspensa, foi descredenciada, a gente não atende', eu cheguei a ligar para a Unimed, dizendo: ''gente, mas não sobrou hospital nenhum', e ela falou: 'sobrou sim, sobrou esse, aquele, aquele outro'”, relata a administradora Thays Jorge. "Os hospitais, não estou julgando se o hospital é bom, se o hospital é ruim, não, é o plano, que foi pago”, conclui Thays.

Existem vários convênios com o nome Unimed. O que quebrou é Unimed Paulistana.

 
 
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