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Espaço Mulher

22/06/2015

47% das meninas ainda não receberam a 2ª dose contra o HPV

De todas as meninas e adolescentes que receberam a primeira dose da vacina contra o HPV em Curitiba, 47% ainda não tomaram a segunda dose. A continuidade do processo de imunização é importante para que a produção de anticorpos no organismo seja capaz de combater o papilomavírus humano e prevenir o câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer que mais afeta mulheres no Brasil – atrás apenas do câncer de mama e do cólon e reto.

Até 18 de junho, 19.902 (53%) das 37.268 jovens que compõem a meta do município tinham dado continuidade à vacinação. Para que o processo de imunização seja completo, a jovem deve tomar a segunda dose da vacina após seis meses e a terceira após cinco anos da primeira dose.

“A vacinação só terá uma boa resposta contra o vírus com a aplicação das três doses. A segunda dose é essencial para que a adolescente esteja efetivamente protegida”, afirma o coordenador da Central de Vacinas da Secretaria Municipal da Saúde, Renato Rocha.

Bruna Druszcz, de 14 anos, está entre as adolescentes que já fizeram a sua parte. Ela tomou as primeiras duas doses de vacina no ano passado, quando tinha 13 anos. “Incentivei ela a fazer. Ela é adolescente e tem a vida toda pela frente”, diz a mãe, a dona de casa Monica Druszcz. Bruna deixa um recado para as meninas que ainda não fizeram a segunda dose da vacina. “Não deixem de fazer. É muito importante.”

Campanha

A vacina contra o HPV foi incorporada ao calendário nacional de vacinação em 2014 para imunizar meninas entre 11 e 13 anos. Neste ano, a imunização foi ampliada e abrange jovens de 9 a 14 anos. Em Curitiba, as doses estão disponíveis nas 109 unidades de saúde do Município. Para tomar a injeção é preciso apresentar o cartão de vacinação e um documento de identificação.

Usada atualmente como estratégia de saúde em mais de 50 países, a vacina contra o HPV tem eficácia comprovada na proteção de mulheres que ainda não tiveram contato com o vírus, o que ocorre por meio de relação sexual. “No ano passado, obtivemos um resultado satisfatório ao atingirmos 88% da meta na primeira dose, vacinando mais de 30 mil meninas em Curitiba. É preciso que a população esteja consciente sobre a importância da imunização e que os pais incentivem suas filhas a darem continuidade a esse processo”, reforça o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda.

Com medo de injeção, a pequena Jacqueline, de 10 anos, aguarda uma enfermeira – amiga da família – voltar da licença maternidade para tomar a primeira dose da vacina contra o HPV na unidade de saúde Santa Efigênia. “Desde o ano passado sabemos da vacina. Vamos fazer isso em setembro. É uma maneira de prevenir e evitar que a nossa filha não tenha câncer no futuro. É fundamental”, afirma a mãe, a professora Margatere Slisinski.

A doença

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer do colo do útero atinge 15,33 mulheres a cada grupo de 100 mil habitantes e 15.590 novos casos da doença eram esperados para 2014. O principal causador da doença é o HPV, que provoca o surgimento de verrugas genitais. A vacina é quadrivalente e atua contra quatro tipos do vírus: 6, 11, 16 e 18.

Entretanto, a vacinação é apenas uma das medidas a serem adotadas para prevenir o câncer. Outras são fazer exame preventivo e usar preservativo em relações sexuais. A orientação do Ministério da Saúde é de que mulheres entre 25 e 64 anos façam o exame preventivo de Papanicolau em dois anos consecutivos. Em caso negativo, o teste pode ser repetido a cada três anos.

 
 
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