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Espaço Mulher

10/02/2015

Mulheres de topless se jogam em carro de ex-chefe do FMI em tribunal

Três mulheres do grupo Femen, de topless, avançaram nesta terça-feira (10) e se jogaram sobre o carro de Dominique Strauss-Kahn, na chegada do ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao seu julgamento por proxenetismo (incentivo à prostituição) no Tribunal de Lille, no norte da França.

Gritando "clientes de prostitutas declarados culpados", as três ativistas pegaram de surpresa os policiais em frente ao tribunal. Uma delas chegou a escalar o capô do sedan com vidros escuros que transportava Strauss-Kahn e as outras duas cercaram o veículo antes de serem todas detidas.

Ex-diretor do FMI, por muito tempo apontado como favorito para a eleição presidencial de 2012 francesa, Strauss-Kahn deve se explicar a partir desta terça-feira sobre o seu papel na realização de festa íntimas, com a participação de amigos, em Lille e Paris, na França, e Washington, nos Estados Unidos.

Início do julgamento
A audiência começou pouco antes das 10h GMT (8h de Brasília), com a leitura pelo tribunal de uma carta enviada pelo próprio Strauss-Kahn a especialistas psiquiátricos encarregados de analisar sua personalidade.

"Eu não cometi nenhum crime ou delito", ele escreveu.

Ele negou então diante dos juízes qualquer "atividade desenfreada", referindo-se às festas libertinas organizadas por um círculo de amigos, na presença de prostitutas recrutadas para agradá-lo, o que provocou o indiciamento com outras 13 pessoas.

"Quando lemos o ORTC (a ordem de comparecimento perante o tribunal criminal) temos a impressão de uma atividade frenética", em que as datas são misturadas de maneira imprecisa, lamentou Strauss-Kahn. "Não houve nenhuma atividade desenfreada", acrescentou.

Durante três dias, ele deverá encarar ex-prostitutas recrutadas para essas festas, que descreveram durante a investigação as travessuras sexuais.

Strauss-Kahn sempre alegou ignorar que suas parceiras eram prostitutas, dizendo tratar-se de uma simples libertinagem consentida entre adultos.

O ex-diretor do FMI pode ser condenado a uma pena máxima de 10 anos de prisão e uma multa de 1,5 milhão de euros por proxenetismo agravado neste julgamento.

 

 
 
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